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12 de outubro de 2011

ESTAMOS PERTO DO APOCALIPSE ?



ESTAMOS PERTO DO APOCALIPSE ?



0 "FINAL DOS TEMPOS" SERÁ 0 MEIO QUE PERMITIRA 0 EXPURGO DE ESPÍRITOS PRIMITIVOS E 0 SURGIMENTO DE UMA CIVILIZAÇÃO MAIS EVOLUÍDA NA TERRA.



Ariston Teles







O futuro pode ser colocado em linhas gerais, mas não é possível prejulgar com relação ao setor da interferência divina. 0 que você pode nos dizer a respeito dessas colocações sobre previsões?



Ariston Teles — Concordo com o que está exposto, entretanto, não se pode deixar de reconhecer a veracidade do fenômeno profético. Existiram e existem pessoas que tem a capacidade de sintonizar as ondas do futuro, antevêem fatos como se simplesmente eles estives­sem vendo algo do presente.



Será fundada uma nova religião como nunca houve, a qual reformará a Igreja de Deus. Só o futuro é que poderá elucidar os homens acerca de tão alta missão de Portugal no mundo”. Na época em que São Francisco de Paula fez esta afirmação, o Brasil ainda não havia sido descoberto. Poderia ele estar se referindo ao nosso país e ao Espiritismo?



Ariston Teles — Não é fácil, a esta altura dos aconteci­mentos, admitir que a Igreja Católica retome sua missão verdadeiramente cristã junto a humanidade. Tudo tem seu momento e acreditamos que o ciclo histórico da Igreja Católica está se encerrando. Temos hoje um grande ciclo de curta duração, marcado pela presença e pela expansão das igrejas evangélicas, que exploram a crise existencial pela qual passa a humanidade. Porém, após essa crise generalizada, os povos estarão emadurecidos para entender e vivenciar a revelação universal dos espíritos. 0 novo ciclo pertencerá, portanto, ao Espiritismo, mesmo porque se trata de urna doutrina não sectária, fundamentada na ciência.



A ultima data marcada na pirâmide de Queops é 2001. Isso indica que será o começo de uma nova era, profetizada pelos egípcios?



Ariston Teles — A profecia dos egípcios, ou melhor, dos capelinos, escrita no calendário de pedras da pirâmide de Queops, é das mais sérias e significativas. Estamos vivendo hoje na antevéspera de um abismo realmente colocado por aqueles homens no ano de 2001. Sugiro a leitura do livro profecias, de Pietro Ubaldi.



“Eu vim ao mundo em nome de meu Pai e vós não me recebestes. Um outro virá em seu próprio nome e vós o recebereis”. Ao dizer isto, Jesus se referia a um suposto “anticristo apocalíptico”?



Ariston Teles - É possível que Cristo, com estas palavras, tivesse feito referenda à imagem do anticristo. Aliás, consideramos corno anticristo a força ou a manifestação do mal que se espalha atualmente pelo mundo. Se houvéssemos respeitado a mensagem de Jesus, o apocalipse seria evitado. Mas este é um grande batismo de dor, necessário para a reeducação da humanidade.



Como a doutrina espírita explica o “final dos tempos” e as parábolas do apocalipse?



Ariston Teles — Não temos possibilidades de interpretar conclusivamente as visões do evangelista João. Entretanto, existe um consenso segundo o qual o médium de Patmos previu grandes acontecimentos na história da humanidade, fatos estes que teriam seu desfecho no final do século XX.



No livro Grandes Mensagens, Pietro Ubaldi transcreve esta mensagem: “‘Se vos falasse com minha voz potente, não me entenderias. Meu olhar contempla a Ter­ra quando ainda não a habitava e também a vê morta no futuro distante, a navegar no espaço como um ataúde de todas as vossas grandezas. Vejo vosso sol moribundo, depois morto e, em seguida, chamado a uma nova vida”. Considerando a lei da evolução, mesmo que a bíblia afirme que “‘os mansos herdarão a Terra”, é possível que o final dos tempos ocorra para os terráqueos. Coma você analisa essa questão?



Ariston Teles - O final dos tempos significa o término de um ciclo histórico planetário, não quer dizer que o planeta será extinto. Já estamos vivendo dentro desse fenômeno cósmico, a Terra está sendo higienizada. Os maus elementos serão levados para mundos mais atrasados e permanecerão na Terra os espíritos mansos e pacíficos. E preciso entender que o planeta obedece a um planejamento cósmico. 0 próprio Kardec previu que a Terra seria promovida à categoria de “mundo de regeneração” e estamos na iminência dessa mutação. Por­tanto, o chamado apocalipse é um fenômeno coletivo necessário ao processo da evolução global.



Existe alguma instrução da espiritualidade sobre os fenômenos que ouvimos dizer que estão para acontecer neste inicio de milênio?



Ariston Teles — Ramatis, Pietro Ubaldi, Bittencourt Sampaio, Emmanuel, Joanna de Angelis e Bezerra de Menezes, entre outros, falam claramente sobre a gravidade do momento atual. Eles preferem usar uma linguagem parcimoniosa, evitando nos amedrontar, mas não escondem a realidade. Dizem que nós devemos permanecer na aura luminosa do evangelho de Jesus, pois ele é a tábua de nossa salvação.



A Igreja Católica vem se sustentando ha quase dois mil anos. Você acredita que ela poderá se adaptar aos no­vos ventos do Espiritismo e abraçar esta nova mensagem como sendo sua, para ficar novamente por cima?



Ariston Teles - É uma boa pergunta. Acredito que os novos católicos estarão preparados para assimilar as verdades cientificas do Espiritismo. Ao incorporar os ensinamentos da espiritualidade superior, a Igreja Católica deixará sua velha estrutura, será algo de novo.



O livro O Fim do Mundo, de Camille Flamarion, fala sobre uma ameaça celeste, choques com cometas etc. Você concorda com as versões que constam na obra?



Ariston Teles — Camille Flamarion era cientista e tam­bem poeta e ficcionista. Nem tudo o que ele escreveu neste livro deve ser tornado corno se fossem colocações cientificas, pois muita coisa pode ser fruto de sua imaginação literária.



O final dos tempos deve ser entendido como o término da expiação terrestre e um passo para a evolução planetária ?



Ariston Teles — Exatamente. O planeta está em vias de alterar o rumo de sua história, quando nascerá uma nova e verdadeira civilização em meio aos escombros do apocalipse. As pessoas que hoje vivem na “onda de Deus” sobreviverão e serão os prováveis cidadãos do terceiro milênio.



Em sua opinião, a Terra seria uma segunda Capela?



Ariston Teles— Sim, nosso apocalipse é semelhante ao que aconteceu naquele mundo. A maior prova de tudo o que foi previsto está nos fatos da atualidade. As manifestações do mal estão chegando ao extremo. Por exemplo: 45 milhões de abortos criminosos são praticados anualmente no mundo; 250 milhões de armas estão nas mãos da população americana; os grandes países responsáveis pela poluição do planeta não querem acordo, preferem continuar multiplicando produtos para abastecer e saturar a humanidade, fazendo crescer o buraco na camada de ozônio sob os ímpetos da ganância e do materialismo; nunca houve tanta produção de alimentos ao mesmo tempo em que também nunca houve tanta miséria; em Medellín, na Colômbia, são assassinadas 70 pessoas em cada final de semana e em São Paulo são registrados 50 homicídios no mesmo período. E por ai vai. Problemas dessa dimensão se espalham por toda parte, sem perspectivas.



Para onde irão esses espíritos que serão renegados da Terra? A matéria desse suposto planeta seria muito mais densa que a da Terra?



Ariston Teles — Sabe-se que estes espíritos atrasados serão atraídos por um planeta de passagem pelo espaço próximo à Terra, o chamado “planeta intruso”. Quanto à densidade desse planeta, a forma material ou a constituição dos mundos corresponderá ao seu respectivo nível de evolução.



Nostradamus fez uma quadrinha onde rezava: “Quando Jorge a Deus crucificar e Marcos o ressuscitar, São João tão logo levará e o um do mundo virá”. Você acre­dita nas profecias dele quanto ao fim do mundo na forma como ele a via?



Ariston Teles — Nostradamus, que nasceu na Franca em 1503, era medico, médium e astrólogo. Suas centúrias foram escritas de maneira pouco inteligível, pois ele viveu na época da inquisição e os médiuns que falassem claramente de suas experiências eram levados à fogueira. Por isso, não é tão fácil interpretar as previsões deste grande profeta. Todavia, os próprios espíritos falam de Nostradamus com absoluto respeito.



Ao longo de uma existência terrena de mais ou menos 80 anos, é possível perceber a mudança de ciclo, o “final dos tempos”?



Ariston Teles — Todos podemos perceber o final do ciclo a que nos referimos. Concomitantemente, um novo ciclo está se abrindo. Neste exato momento, podemos verificar o grande conflito entre o velho e o novo, como, por exemplo, a existência de milhares de crianças que possuem naturalmente uma nova consciência. Elas são integrantes desse futuro que já começou.



O apocalipse acontecerá de forma abrupta ou o que passa hoje com a humanidade já faz parte dele?



Ariston Teles — Na verdade, já estamos dentro do apocalipse, resta apenas alguma coisa de maior impacto, que possa sacudir a consciência da humanidade. Entretanto, a onda avassaladora dessa mutação ai está, ternos hoje uma necessidade urgente de manter o coração e a mente na dimensão luminosa da fraternidade. Jesus tinha razão quando disse que “aquele que perseverar ate o fim será salvo”.



STEVE JOB - UM MESTRE QUE PERDEMOS, MAIOR QUE ISAAC NEWTON E EINSTEIN E VÍDEO DELE



STEVE JOB - UM MESTRE QUE PERDEMOS, MAIOR QUE ISAAC NEWTON E EINSTEIN



VOCÊ TEM QUE ENCONTRAR O QUE VOCÊ AMA







Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.



A primeira história é sobre ligar os pontos.



Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.



Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”



Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.



Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.



Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.



Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.



Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.



Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.



De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.



Minha segunda história é sobre amor e perda.



Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.



E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.



Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].



Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.



A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.



E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.



Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.



Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.



Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.



Minha terceira história é sobre morte.



Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.



Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.



Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.



Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.



Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.



Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.



Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.



Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.



O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.



Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.



Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.



E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.



Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.



Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.



Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:



“Continue com fome, continue bobo.”



Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.



Obrigado.









VÍDEO COMPLETO LEGENDADO DE STEVE JOB NA UNIVERSIDADE DE STANFORD

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