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23 de julho de 2011

MÚSICA ESPIRITUAL e INTEGRAÇÃO - ÁURIO CORRÁ E VIDEOS



MÚSICA ESPIRITUAL e INTEGRAÇÃO - ÁURIO CORRÁ



O desenvolvimento natural da new age originou diversos ramos. Alguns compositores optaram pela utilização da música eletrônica e sistemas complexos de computação. Outros, pela música acústica, pelo desenvolvimento de pesquisas com instrumentos de percussão, ou a utilização de instrumentos tradicionais.

Mais importante do que tudo isso, segundo Corrá, é que fazer música new age implica em algo mais do que a escolha da forma como ela será apresentada. "A preocupação de um músico new age não é se tornar uma estrela, um astro famoso, mas produzir músicas que tragam benefício ao próximo. Se a minha música puder acalmar outra pessoa, ela cumpriu sua função. Geralmente, os compositores new age não dão concertos. Eles vivem mais isolados, dedicando-se ao trabalho, compondo e, ocasionalmente, saindo para tocar em institutos terapêuticos".

Para cumprir essa função da melhor maneira possível, diz Corrá, não basta tocar uma música lenta qualquer. "O músico precisa ter uma formação espiritual, filosófica, ter um trabalho interior para que sua obra seja uma conseqüência disso. Eu, por exemplo, não sou apenas músico. Sou psicólogo, me formei em medicina oriental, sou acupunturista, estudei os meridianos de energia do corpo e todo o processo de energização. Estudei shiatsu, medicina tibetana e toda a medicina alternativa. Já trabalhei com isso e a minha música é conseqüência dessa pesquisa. Como eu poderia fazer música para agir no corpo humano se não conhecesse energia?".



Uma experiência simples e bastante conhecida, capaz de pode mostrar a atuação da música num corpo é realizada com sementes: três partes da mesma semente são colocadas em três salas separadas, sob as mesmas condições climáticas, porém, cada uma é submetida a um tipo de música. O resultado é que, com certos tipos de melodias, as sementes se desenvolvem muito melhor.





O mesmo ocorre com o corpo humano. Corrá diz que é comum os músicos utilizarem sons naturais em suas composições, como o barulho do mar, ruídos típicos da floresta ou de um riacho. Não se trata de buscar um efeito plástico para tornar a música mais bonita ou atraente, mas de causar uma reação biológica no organismo. "A pessoa não percebe", ele explica, "mas o efeito ocorre. Quando nos afastamos da natureza e vivemos numa cidade grande, nós entramos em depressão que, em última análise, é o afastamento da natureza. Pesquisas recentes provaram que o inconsciente assimila todas as funções biológicas daquilo que vê. Isso tem sido utilizado na recuperação de atletas imobilizados por lesões: o fisioterapeuta faz com que ele imagine estar usando a parte do corpo lesada e o resultado é uma recuperação 60% mais rápida. Assim, quando escutamos o barulho do mar, nosso inconsciente reage como se estivéssemos na praia, provocando reações químicas e biológicas no corpo. Esse efeito pode ser produzido dentro de um apartamento, com a música — o que, é claro, não exclui o prazer de ir à praia ou ao campo. Mas é algo que ajuda, que alivia".



Buscar Qualidade





Para Aurio Corrá, é fundamental que as pessoas busquem aprimorar sua qualidade de vida. "Quando temos uma vida interior melhor, automaticamente o exterior também melhora. Não adianta lutar contra o desmatamento, para que não joguem lixo nas ruas, para que não sujem os mares e praias. Não adianta criar leis e vigilância. Quando a gente se limpa por dentro, fica limpo por fora também, porque não há diferença entre interior e exterior. O mundo é uma conseqüência do que nós somos. Se tiramos o ser humano do mundo, o planeta fica bonito, porque é o homem que está criando os problemas. Por isso, é necessário que ele se limpe dentro, que melhore interiormente. Se estivermos todos calmos, o mundo será calmo. Se estivermos em paz, o mundo estará em paz. Se estamos bem, o mundo é um paraíso."





A maneira de mudar essa situação é o autoconhecimento, perceber que somos basicamente desestruturados. "Quando se sabe que dentro de um vidro tem veneno, não é aconselhável mexer nele. É muito simples. Não precisamos de guru, não precisamos de religiões, de padres, pastores ou filósofos. Não precisamos de ninguém para nos ensinar. Só precisamos enxergar".





Neste sentido, a música new age pode ajudar a pessoa a realizar esse trabalho de autoconhecimento, facilitando uma estruturação interna mais adequada para sua vida e para o mundo que a cerca.









O MECANISMO DA MORTE


O MECANISMO DA MORTE


NO MOMENTO DA MORTE:



No momento da morte, primeiro tudo é confuso; a alma precisa de algum tempo para se reconhecer, porque está meio atordoada, e no estado de um homem saindo de sono profundo e que procura inteirar-se da sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe retornam à medida que se desfaz a influência da matéria da qual acaba de se libertar, e que se dissipa a espécie de bruma que obscurece seus pensamentos.







A duração da perturbação que se segue à morte é muito variável; pode ser de algumas horas somente, como de vários dias, de vários meses e mesmo de vários anos. Ela é menos longa naqueles que, durante a vida, se identificaram com seu estado futuro, porque compreendem imediatamente sua situação; é tanto mais longa quanto o homem tenha vivido mais materialmente.
As sensações que a alma experimenta nesse momento são também muito variáveis;

a perturbação que segue a morte nada tem de penosa para o homem de bem; ela é calma e em tudo semelhante à sensação que acompanha um despertar pacífico.

Para aquele cuja consciência não é pura e que está mais preso à vida corporal que à espiritual, ela é cheia de ansiedade e de angústias que aumentam à medida que ela se reconhece; porque então ela está tomada de medo e de uma espécie de terror em presença daquilo que vê, e sobretudo daquilo que entrevê.

A sensação que se poderia chamar física é a de um grande alívio e de um imenso bem-estar; sente-se como livre de um fardo, e se está muito feliz por não sentir mais as dores corporais que se sentia poucos instantes antes de se sentir livre, desligado e alerta como quem viesse a ser libertado de pesadas correntes.
Na sua nova situação, a alma vê e ouve o que via e ouvia antes da morte, mas vê e ouve outras coisas que escapam à grosseria dos órgãos corporais; ela tem sensações e percepções que nos são desconhecidas



O ESTADO DA ALMA:




O estado da alma varia consideravelmente segundo o gênero de morte, mas, sobretudo, segundo a natureza dos hábitos que teve durante a vida.

Na morte natural, o desligamento se opera gradualmente e sem abalo; freqüentemente, ele começa mesmo antes que a vida se extinga.

Na morte violenta por suplício, suicídio ou acidente, os laços se rompem bruscamente; o Espírito, surpreendido pelo imprevisto, fica como atordoado pela mudança que nele se opera e não compreende sua situação.


Um fenômeno mais ou menos constante, em semelhante caso, é a persuasão em que se acha de não estar morto, e essa ilusão pode durar vários meses e mesmo vários anos. Nesse estado, vai, vem e crê aplicar-se aos seus trabalhos, como se fosse ainda deste mundo, muito espantado que não respondem quando ele fala. Essa ilusão não é exclusivamente dos casos de mortes violentas; é encontrada nos indivíduos cuja vida foi absorvida pelos gozos e interesses materiais.

CRISE DA MORTE:




São estes os detalhes fundamentais, a cujo respeito se acham de acordo os Espíritos autores das mensagens, salvo sempre inevitáveis exceções, que confirmam a regra e que, por vezes, intervêm, modificando, restringindo, eliminando algumas das experiêncías habituais, inerentes à crise da morte, ou, então, determinando a realização de outras experiências, desabituaís no período de início da existência espiritual:



1º) Todos os Espíritos afirmam se terem encontrado novamente com a forma humana, nessa existência, após a morte;



2º) Terem ignorado, durante algum tempo, que estavam mortos;



3º) Haverem passado, no curso da crise pré-agônica, ou pouco depois, pela prova da reminiscência sintética de todos os acontecimentos de existência que se lhes acabava (“visão panorâmica”, ou “epílogo da morte”); (Ver: Revisão das experiências)



4º) Terem sido acolhidos no mundo espiritual pelos Espíritos das pessoas de suas famílias e de seus amigos mortos;



5º) Haverem passado, quase todos, por uma fase mais ou menos longa de “sono reparador”;



6º) Terem-se achado num meio espiritual radioso e maravilhoso (no caso de mortos moralmente normais), e num meio tenebroso e opressivo (no caso de mortos moralmente depravados);



7º) Terem reconhecido que o meio espiritual era um novo mundo objetivo, substancial, real, análogo ao meio terrestre espiritualizado; (Ver: Mundo espiritual próximo à esfera física)



8º) Haverem aprendido que isso era devido ao fato de que, no mundo espiritual, o pensamento constitui uma força criadora, por meio da qual todo Espíríto existente no “plano astral” pode reproduzir em torno de si o meio de suas recordações;



9º) Não terem tardado a saber que a transmissão do pensamento é a forma da linguagem espiritual, se bem certos Espíritos recém-chegados se iludam e julguem conversar por meio da palavra;



10º) Terem verificado que, graças à faculdade da visão espiritual, se achavam em estado de perceber os objetos de um lado e outro, pelo seu interior e através deles;



11º) Haverem comprovado que os Espíritos se podem transferir temporariamente de um lugar para outro, ainda que muito distante, por efeito apenas de um ato da vontade, o que não impede também possam passear no meio espiritual, ou voejar a alguma distância do solo;



12º) Terem aprendido que os Espíritos dos mortos gravitam fatalmente e automaticamente para a esfera espiritual que lhes convém, por virtude da “lei de afinidade”.



A CRISE DA MORTE - Ernesto Bozzano















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22 de julho de 2011

PERISPÍRITO OU CORPO ASTRAL TEXTO E VÍDEO


PERISPÍRITO OU CORPO ASTRAL






CORPO ASTRAL:



Alguns nomes dados ao corpo astral: Kâma Rupa (em sânscrito: kama = desejo; rupa = corpo), também conhecido como corpo de desejos, corpo emocional ou corpo astral, designa na teosofia e em algumas correntes rosacrucianas, um dos princípios da constituição humana. Corpo da Alma, Perispírito (definição do Espiritismo, por Allan Kardec), corpo emocional, invólucro espiritual, Ka (egito), segundo corpo (parapsicologia), psicossoma (projeciologia e André Luiz), metassoma, modelo organizador biológico, modelador do corpo físico, fantasma (Sylvan Muldoon), Corpo Sutil, corpo invisível, corpo oculto, corpo luminoso, corpo flutuante, corpo gêmeo, cópia, corpo ígneo, corpo egóico, duplicata, corpo de energia, eu astral, segundo eu, corpo extrafísico, corpo sideral, corpo borboleta, corpo celestial, corpo brilhante, corpo da ressurreição, corpo espiritual (Paulo de Tarso), corpo extra, doppelgänger (alemanha), corpo fluídico (Leibnitz), Nephesh (cabala), Aerossoma II, paracorpo, corpo sutil, Ser Natural e tantos outros ...







 - Definição:



Sede da Emoção, dos desejos, seres comandados pelas emoções, são influenciadas por energias do meio onde vivem.



Veículo da consciência que atua no Plano Astral (plano espiritual extra-físico), o corpo astral foi construído, a partir da concepção, molécula por molécula sendo uma duplicata, perfeita nos mínimos detalhes.







 - Para-Anatomia do Corpo Astral:



O Espírito tira o seu invólucro semimaterial do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa. Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro.

Livro dos Espíritos - questão 94.





O perispírito, formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética (elemento genético) conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do campo interno.



Organismo delicado, com extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.

Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço.

O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.

O ROTEIRO - Emmanuel 1952





 - Diferenças entre Corpo Astral de um Encarnado:



O psicossoma do encarnado, trás atrelado o duplo etérico, que trás consigo toda a estrutura dos chakras, cordão astral, perietérico, o que torna o perispirito mais denso, não permitindo ao homem comum num desdobramento, não ir a viagens astrais em dimensões superiores e muito além da crosta terrestre. (Ver soltura do Duplo Etérico).



Clarividentes experimentados, conseguem perceber a diferença de um encarnado projetado fora do corpo de um desencarnado, através de sua visão paranormal. Alegam que o encarnado possui uma leve nuvem em volta e sua transparência varia muito de pessoa para pessoa. Embora morfologicamente o corpo astral de um encarnado seja igual, eles possuem densidades diferentes, porque o corpo astral do encarnado possui em sí mais materialidade, no caso densidade etérica.



Peso:



Segundo Waldo Vieira o peso básico de um corpo astral (Psicossoma) encarnado é: um milésimo do peso do seu corpo humano.







 - CARACTERÍSTICAS:



Espiritismo & Ciencia Especial - Perispírito



Autor: Aluney Elferr



obs: O nome Perispirito foi trocado propositalmente por Corpo Astral (Psicossoma)



 - PLASTICIDADE:



O perispírito se molda de acordo com o pensamento, no caso do encarnado com a memória molecular do corpo físico. Neste caso sendo uma cópia autentica do corpo físico. Porém nos espíritos livres dos laços fisiológicos, nota-se que este passa a ser controlado pela emoção, quer consciente ou inconsciente, no caso de alguns espíritos se apresentarem rejuvenescidos, após desencarnarem.



Contudo a possibilidade de alterar a indumentária psicossomática é limitada ao padrão evolutivo, intrínseco de cada alma. Por assim dizer depende de sua organização interna, emocional, porque muitas vezes espíritos desequilibrados mergulham que causam grandes transformações em seus psicossoma, chegando a casos de MONODEISMO, (idéia fixa), o que causa um processo involutivo, chegando a gravidade da ovoidização.



Casos de Zoantropia, que é a capacidade da ideoplastização do corpo astral, em transformar-se em animais, ou formas animalescas.



Muitos espiritos, moldam-se de acordo com o meio ambiente em que vivem, como auto-defesa, em figuras horripilantes, outros, o são até por produzirem emoções pesadas, de ódio, vingança, rancor, idéias destrutivas.







 - DENSIDADE:



Como dissemos no Início, o corpo astral (psicossoma) é formado também por fluidos; ainda que não sejam totalmente eterizados, também não são totalmente materiais.



A densidade do corpo astral (psicossoma) varia também de indivíduo para indivíduo; em Espíritos moralmente adiantados, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos elevados; nos espíritos inferiores, ao contrário, se aproxima da matéria, e é o que faz os Espíritos inferiores de baixa condição conservarem por muito tempo as ilusões da vida terrestre. A densidade psicossômica varia de acordo com a evolução do Espírito, ditando, então, seu peso e também sua luminosidade, pois quanto menor a densidade do corpo astral (psicossoma), menor seu peso e maior a luminosidade.







 - PONDERABILlDADE:



Sob os aspectos físicos, a matéria sutil - o corpo espiritual - em si, não apresentaria um peso possível de ser detectado por meio de qualquer instrumentação até agora conhecida.



Não obstante, na dimensão espiritual, cada organização psicossomática tem seu peso específico, que varia de acordo com sua densidade, ditada sobretudo pelo estado de moralidade do Espírito. Nossa posição determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, conseqüentemente, o habitat que lhe compete. Significa que, embora possa parecer fisicamente imponderável - porque não é matéria densa - não deixa de apresentar certo peso. Este é variável em cada região ou esfera, uma vez que, sendo matéria (ainda que tênue),



se submete aos princípios gravitacionais que imperam no meio em que se situa e do qual se nutre.







 - LUMINOSIDADE:



Assim como muitas outras características, a luminosidade também desponta como característica particular de cada Espírito e seus condicionamentos morais evolutivos.



A intensidade a luz está na razão da pureza do Espírito: as menores imperfeições morais atenuam e enfraquecem a condição de luminosidade do Espírito.



Sabemos que quanto mais o Espírito evolui, naturalmente mais etérea e pura se torna sua condição vibracional energética. Uma vez que a energia, em diversos níveis vibracionais ou velocidade de movimento, produz luminosidade - dependendo da frequencia em que se encontram operando - Quanto mais evoluída uma entidade, maior será sua frequencia vibracional  e por conseguinte, maior será sua luminosidade, consequentemente, uma entidade com pouca evolução, terá uma menor frequencia vibracional e uma menor luminosidade.






A luz irradiada por um Espírito será tanto mais viva quanto maior o seu adiantamento. Assim sendo, de alguma forma o Espírito é o seu próprio farol luminescente; verá proporcionalmente à intensidade da luz que produz, do que resulta que os Espíritos que não a produzem em grande capacidade se acham na obscuridade.



Note-se que a luz espiritual nada tem com a luz conhecida em física, a radiação eletromagnética. A luz emitida por fontes como lâmpadas fluorescentes ou de mercúrio, por exemplo, diante de uma presença espiritual, chega a parecer a mera claridade emitida por uma vela.







 - PENETRABILlDADE:



Caso o Espírito apresente as necessárias condições mentais, a natureza etérea do corpo astral (psicossoma) permite que o Espírito atravesse qualquer barreira física, pois matéria alguma lhe opõe obstáculo; ele atravessa a todos, assim como a luz atravessa os corpos transparentes.


Todavia, verifiquemos que existem Espíritos que não conseguem atravessar alguns obstáculos, pelo simples motivo de não saberem que podem fazê-lo . A ignorância, ou até mesmo a incerteza, diminuem suas aptidões, potenciais e, conseqüentemente, seu poder de ação nas mais diversas áreas. Gabriel Delanne escreveu que "[ ... ] Todos os corpos são porosos; não se tocando, suas moléculas podem dar passagem a um



corpo estranho. Os acadêmicos de Florença tinham demonstrado este ponto fazendo violenta pressão sobre a água encerrada em uma esfera de ouro; ao fim de pouco tempo, via-se o líquido transudar por pequenas gotas na superfície da esfera. Verificamos, por esses diferentes exemplos, qual a matéria pode atravessar a matéria. É preciso empregar a pressão ou calor para dilatar as substâncias que se quer fazer atravessar outras. Isso é possível e necessário porque as moléculas do corpo que atravessa, não adquirindo o grau suficiente de dilatação, ficam encerradas umas contra as outras. Mas se pusermos um estado da matéria em que as moléculas sejam muito menos aproximadas e eminentemente tênues, poderá ela atravessar todas as substâncias, sem







 - VISIBILIDADE:



Aos olhos físicos, o corpo astral (psicossoma) é totalmente invisível; todavia, não o é para os Espíritos. No caso dos menos evoluídos, só percebem os seus pares, captando-lhes o aspecto geral. Já os Espíritos superiores, podem perscrutar a intimidade perispiritual de desencarnados de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados, observando-lhes as desarmonias e as necessidades. Mostram-no bem, por exemplo, os trabalhos de esclarecimento espiritual, em que os Espíritos superiores responsáveis revelam, por meio dos dialogadores encarnados, a realidade do sofredor, conduzindo ao entendimento, auscultando seu corpo astral (psicossoma), e também as sessões de cura, em que os médicos espirituais detectam os sinais patológicos presentes no psicossoma do enfermo.



Finalmente, quanto à possibilidade de alguns médiuns videntes verem o corpo astral (psicossoma), muito raro são os que, em verdade, possuem as necessárias condições para distingui-lo, ainda que eventualmente, entre as projeções que formam a aura.







 - TANGIBILlDADE:



Sendo o corpo astral (psicossoma) também matéria, com o devido apoio ectoplásmico poderá se tornar materialmente tangível, no todo ou em parte. Esse fenômeno também é chamado de teleplastia; nele o corpo astral (psicossoma) do desencarnado ou até mesmo do encarnado se envolve, por assim dizer, com as condições energéticas do ambiente e de algum médium capaz de emprestar recursos energéticos através do duplo etérico, fomentando matéria necessária



para revestir o corpo astral (psicossoma) com a energia necessária para o aparecimento.



"Sob a influência de certos médiuns, tem-se visto aparecerem mãos com todas as propriedades de mãos vivas, que, como estas, denotam calor, podem ser apalpadas, oferecem a resistência de um corpo sólido, agarram os circunstantes e, de súbito, se dissipam, quais sombras" (Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, cap 1, II Parte, n. 57).







 - SENSIBILIDADE GLOBAL:



Quando encarnado, o Espírito registra impressões exteriores por meio de vias especializadas, identificadas no corpo somático, e que compõem os órgãos dos sentidos; sem o corpo físico, sua capacidade de perceber se amplia extraordinariamente pois, livre das peias somáticas, a percepção do meio que o envolve já não depende dos canais nervosos materiais. O que acontece é uma espécie de registro global do corpo astral (psicossoma), ou seja, uma percepção que o Espírito realiza com todo o seu ser. Assim, vê, ouve e sente com o corpo espiritual inteiro; uma vez que as sedes dos sentidos não se encontram numa localização específica e limitada, que se observa no estado de encarnação, os sentidos e capacidades se ampliam.



Neste capítulo, ganham destaques os fenômenos chamados por nós de transposição de sentidos, que mostram a possibilidade de algumas pessoas mais sensíveis perceberem os estímulos por vias físicas totalmente impróprias para isso, explicando, assim, que a sensibilidade global do corpo astral (psicossoma) pode se exteriorizar mesmo estando o Espírito encarnado, ainda que em casos excepcionais







 - SENSIBILIDADE MAGNÉTICA:



Sendo o corpo astral (psicossoma) um campo de força a sustentar uma estrutura semi-material, apresenta-se impressionável pela ação magnética, sendo ele mesmo uma criação vibratória do Espírito.



Sabemos que somos criados pela mesma matéria, no seu sentido original; e essa matéria, que, em diferentes estados, dá origem a tudo, é energia pura. Sendo o corpo astral (psicossoma) também oriundo dessa matéria, que é o Fluido Cósmico Universal (FCU), o Espírito se torna suscetível às influências da .energia ambiental







que o envolve (psicosfera), e é essa propriedade que lhe permite absorver, assimilar e também transmitir a energia espiritual que capta ou recebe. A exemplo disso, temos o precioso processo do passe: o Espírito, acumulando energias e estimulando a sensibilidade do médium, conjuga suas forças com a deste, psíquicas e vitais, para a transmissão dos recursos de cura.







- EXPANSIBILIDADE:



Já nos diz Kardec, em O Livro dos Espíritos, na questão 400, “ ... o Espírito aspira incessantemente a libertação".



Entretanto, conforme suas condições o corpo astral (psicossoma) pode se expandir, inclusive aumentando o campo de percepção sensorial. É a expansibilidade do corpo astral (psicossoma) que faculta o processo de emancipação da alma. Expandindo-se, o corpo astral (psicossoma) pode chegar a um estado inicial de desprendimento, em que a percepção se torna acentuadamente mais aguda, podendo, a partir daí, se for o caso, evoluir para o desdobramento, envolvendo outra propriedade do corpo astral (psicossoma), que é a biocorporeidade.



A expansibilidade psicossomática, aliás, está na base dos principais processos mediúnicos; por exemplo, é a exteriorização do psicossoma que permite ao vidente a captação da realidade espiritual; e também, graças a essa propriedade, é que se torna possível o contato corpo astral (psicossoma) a corpo astral (psicossoma), que marca o fenômeno chamado de incorporação, seja psicofonia ou psicografia.





- BIOCORPOREIDADE:



Termo criado pelo grande codificador Kardec, relacionando-o ao fenômeno de desdobramento. Embora de certa forma seja uma expressão mais adiantada da expansibilidade, define-se particularmente como uma notável faculdade do corpo astral (psicossoma) que possibilita, em condições especiais, o seu desdobramento. Poderíamos dizer, com muita cautela, "fazer-se em dois", no mesmo lugar ou em lugares diferentes.



É um processo que ainda chegaremos a descobrir com mais claridade. Mas graças a essa propriedade o corpo astral (psicossoma) pode se apresentar biocorpóreo, ou seja, com um corpo igual ao físico da atualidade, fluídico, com maior ou menor densidade, mas suscetível de ser visto e até tocado, como acontece em muitos casos.



Fenômeno absolutamente natural, nos dizeres de Kardec: "...tal fenômeno, como todos os outros, se compreende na ordem dos fenômenos naturais, pois que decorre das propriedades do perispírito e de uma lei natural" (Obras Póstumas, pp. 56 e 57).







- UNICIDADE:



A estrutura psicossomática, como reflexo da alma que é, não é igual a outros corpo astral (psicossoma)s, como a rigor não existem almas idênticas.



Obviamente, no decorrer do processo evolutivo, diminuem as diferenças e cresce a harmonização entre as almas, sem que, entretanto, a individualidade deixe de ser preservada.



"A idéia do grande todo não implica, necessariamente, a fusão dos seres em um só. Um soldado que volta ao seu regimento entra em um todo coletivo, mas não deixa, por isso, de conservar sua individualidade. O mesmo se dá com as almas que entram no mundo dos Espíritos, que, para elas, é igualmente um todo coletivo: o todo universal" (Kardec, Allan. Iniciação Espírita. 13 Ed. Sobradinho, DF: Edicel, 1995, p 213. Trad. Caibar Schutel).



Nessa direção está registrado em O Livro dos Espíritos, nas questões 149 a 152, que a alma sempre conserva sua individualidade, a refletir em seu perispirito (corpo astral = psicossoma).







- MUTABILIDADE:



No decorrer do processo evolutivo, se o corpo astral (perispírito) não é suscetível de se modificar no que se refere à sua substância, ele o é com relação à sua estrutura íntima e sua forma. Sabemos que, por meio da ação plastizante, o Espírito pode mudar seu aspecto, por exemplo; porém, tal fenômeno envolve apenas modificação transitória e superficial, sustentada transitoriamente pela mente.



Desde as formas dos seres antigos, até o homem e o anjo, uma longa escala é percorrida. E quanto mais progride a alma, através das sucessivas transformações, mais apurado vai se tornando seu veículo espiritual e, conseqüentemente, mais delicada a sua forma.



Poder-se-ia assentar que o desenvolvimento do corpo astral (psicossoma), através dos milênios incontáveis, passa, como formação rudimentar, pelo estágio vegetal, viaja pelo reino animal, como uma prato-estrutura psicossômica, chegando então à dimensão hominal como veículo elaborado, sensível e complexo, a refletir as próprias condições da alma que surge vitoriosa, tocada pelo Pensamento Divino.



O tempo, pois, constrói, com a evolução da alma neste e em outros mundos, a própria eterização do corpo astral (psicossoma).



O item 186 de O Livro dos Espíritos nos esclarece a respeito da condição do corpo astral (psicossoma) mais aperfeiçoado que chega a confundir-se com a própria alma, como segue:



"Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o Perispírito?



R:- Há, e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros."







- CAPACIDADE REFLETORA:



O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflete contínua e instantaneamente os estados mentais.



O corpo astral (psicossoma) é suscetível de refletir a glória ou viciação da mente. Por isso, a atividade mental nos marca o corpo astral (psicossoma), identificando nossa real posição evolutiva.



Todo pensamento encontra imediata ressonância na delicada tessitura perispiritual, produzindo dois tipos de efeitos:







1) gera na aura a sua imagem, conhecida hoje como forma-pensamento, variável de acordo com a carga emocional, inclusive sob o aspecto cromático, como demonstram técnicas e testemunhos incontestáveis;







2) dimensão física, influindo na fisiologia dos centros vitais, repercute nos sistemas nervoso, endócrino, sangüíneo e demais vias de sustentação do edifício celular, marcando-lhe o desempenho regular ou não, na economia vital.







- ODOR:



O corpo astral (psicossoma), a se refletir na aura, se caracteriza também por odor particular, facilmente perceptível pelos Espíritos.



A literatura mediúnica contém - em especial as obras de André Luiz - descrição de regiões infestadas de miasmas pestilentos, a exalarem odores tão fétidos que se tornam quase insuportáveis para os Espíritos mais sensíveis. Tais odores brotariam da podridão fluídica característica desses ambientes e, ao que se sabe, dos próprios corpos astrais (psicossomas) de seus habitantes.



Todas as criaturas vivem cercadas pelo seu próprio halo vital das energias que lhes vibram no íntimo do ser. Esse halo é constituído por partículas de força a se irradiarem por todos os lados e direções, de si para o ambiente, impressionando-nos o olfato de modo agradável ou desagradável, segundo a natureza do indivíduo que as irradia; cada criatura se caracteriza pela vibração, exalação que lhe é peculiar, aqui e em todos os mundos.



Em alguns trabalhos no campo do labor mediúnico e da fluido terapia, médiuns chegam a captar odores agradáveis ou não, indicativos, inclusive, da evolução dos Espíritos presentes. Odores esses que não se confundem com aqueles oriundos da manipulação ectoplásmica, e que chegam a impressionar uma assistência por inteiro, característica essa que nós mesmos já experimentamos na presença do dr. Bezerra de Menezes, em momentos de suas comunicações.







 TEMPERATURA:



Como, no desenvolvimento da atividade mediúnica, certos médiuns registram, por exemplo, uma espécie de gélido torpor, com a avizinhação de algum espírito sofredor, como o inverso quando um espírito superior trás a sensação de bem estar, junto uma temperatura agradável se faz presente.





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Narrativa de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
O Evangelho Segundo o Espiritismo compõe-se de 28 capítulos, 27 dos quais dedicados à explicação das máximas de Jesus, sua concordância com o espiritismo e a sua aplicação às diversas situações da vida.
O último capítulo (não presente nesta versão em áudio) apresenta uma coletânea de preces espíritas sem entretanto constituir um formulário absoluto. Os ensinamentos que contém são adaptáveis a todas as pátrias, comunidades e raças. É o código de princípios morais do Universo, que restabelece o ensino do Evangelho de Jesus, no seu verdadeiro sentido, isto é, em Espírito e Verdade. Sua leitura (audição) e estudo são imprescindíveis aos espíritas e a todos que se preocupam com a formação moral das criaturas, independente de crença religiosa.
É fonte inesgotável de sugestões para a construção de um Mundo de Paz e Fraternidade.
A versão original desta obra (em áudio) é composta de onze Cds, cada CD contem várias faixas.
Para facilitar o acesso e reduzir o número de arquivos decidimos então agrupar todas elas em um único arquivo,totalizando apenas onze.
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Que são dois milênios no relógio da Eternidade? A humildade do Espírito Emmanuel nos proporciona esta narrativa da existência carnal em que foi o orgulhoso senador romano Públio Lentulus e obteve designação para alto cargo na Palestina, na época em que Jesus transmitia à Humanidade Seus ensinamentos imortais. Nesse livro mediúnico, o leitor sentir-se-á participante da História do Cristianismo no século I, do cotidiano das arrogantes e preconceituosas famílias patrícias, em contraponto com a simplicidade fraterna dos primeiros seguidores de Jesus e do comovente encontro entre o Cristo de Deus e o altivo representante de César. Pontuada por sofrimento e alegria, fortuna, esplendor e miséria, arrogância, abuso de poder e escravidão, resignada ou revoltada, seqüestros, raptos, vinganças, ciúmes, ódios, calúnias, crueldade e benevolência, brandura e perdão, temos a história do Senador Públio Lentulus, de sua filha e de sua amorosa esposa Lívia, convertida aos sublimes ensinamentos do Mestre Jesus. As anotações íntimas e depoimentos do Autor - Emmanuel - testemunham a necessidade, também no plano invisível, de esforço, paciência e fé raciocinada para lutar, resgatando nossas faltas passadas, a caminho da redenção
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