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6 de junho de 2011

PURITANOS OU VENDILHÕES? EIS A GRAVE QUESTÃO!



PURITANOS OU VENDILHÕES? EIS A GRAVE QUESTÃO!


Assistimos pelo youtube uma entrevista de um médium espírita e ficamos estupidificados com as suas declarações. Primeiro, pela maneira presunçosa de como foram tratados os confrades que se posicionam contra a INDUSTRIALIZAÇÃO DE EVENTOS “ESPÍRITAS”; depois, pela forma desdenhosa de como se referiu aos espíritas de baixo salários e os desempregados (pobres), dizendo que na instituição que dirige são realizadas semanal e “gratuitamente” 4 (quatro) reuniões públicas doutrinárias, 8 (oito) reuniões mediúnicas, 8 (oito) módulos de estudos espíritas, além de outros trabalhos de grande relevância doutrinária. Todavia, muitos espíritas simplesinho (pobres) não participam, porque não querem. Contudo, referindo-se ao evento que será realizado no hotel luxuoso sob sua coordenação, afirmou que quem não pode pagar também não pode frequentar. Sabe por quê? Porque os eventos são negociados através de “pacotes fechados” entre a instituição que dirige e os hotéis promotores. O médium esqueceu-se de que a lídima divulgação não exclui pessoas, não impõe condições, não faz peditórios, justamente para fugirmos dos equívocos cometidos por outras religiões e credos.



Martinho Lutero dizia que “não são as boas obras que tornam o homem bom, o homem bom é que faz as boas obras.”(1) O sistema elitista e o assistencialismo cego assememelham-se à dança em torno do bezerro dourado a que se entregou o povo hebreu, quando a caminho do paraíso prometido.



Durante a entrevista, o médium procurou relativizar a advertência de Jesus – “dai de graça o que de graça recebeste”. Para ele, o que importa é dar um ar de grandiosidade à divulgação espírita, como se a importância da mensagem espírita estivesse atrelada às exterioridades, a títulos, aos locais elegantes onde ela é pronunciada.


A mediunidade com Jesus não se relativiza. O "dai de graça ao que de graça recebemos" não pode ser deformado. O Espiritismo é a disseminação da palavra de consolo tal como Jesus nos ensinou, tal como Ele pregava, tal como Kardec esperava, tal como Chico Xavier exemplificou, para todos e ao alcance de todos. O entrevistado enfatizou a palavra “colaboração” para justificar o pagamento das taxas de ingresso, alegando que, se o interessado declarar que é pobre, não é restringido o seu acesso por causa do fator financeiro. Sabemos que isso não é verdade! Ou pelo menos é meia verdade. (Ora! Será que um espírita desempregado precisará apresentar atestado de pobreza?).


 
E, para justificar seus arrazoados na entrevista, sempre em intransigente defesa do comércio dos eventos “espíritas”, classificou de puritanos(?!...) os que discordam da cobrança de taxas para os eventos destinados à divulgação do Espiritismo. Mas , os “puritanos”, não podemos nos intimidar com os sofismas das sombras. Devemos caminhar de olhos voltados para as coisas do firmamento, e mãos operosas na Terra, lembrando que menos pesa na consciência o epíteto de puritanos do que de vendilhões das coisas santas!

 

O Cristianismo primitivo, pela simplicidade dos primeiros núcleos cristãos, foi conquistando integralmente a sociedade de sua época, mas, com o passar dos séculos, desgastou-se doutrinariamente. Conspurcou-se por imposição dos interesses políticos, institucionais e principalmente financeiros (industrialização da cruz).


É bastante preocupante e gravíssimo o ideal dos festivais de ofertas de pacotes para tour doutrinários. Para quem desconhece o fato, informamos (de graça) que há encontros “espíritas” realizados em instalações de luxuosos hotéis 5 estrelas ao “irrisório” preço de R$. 1.600,00 (em média). Se colocarmos na ponta do lápis a arrecadação final, considerando a participação de 300 pessoas (por baixo), chegaremos ao montante de quase meio milhão de reais. Isso apenas para um evento de três dias.

Fomos instados a procurar pela Internet outros eventos “espíritas” para 2011. Encontramos congressos, seminários, fóruns, cursos espíritas, simpósios de profissionais “espíritas” etc, todos eles com fichas de inscrição caracterizadas por ENTRADAS NÃO GRATUITAS.


É evidente que essas práticas, em nome de Kardec, têm fragilizado as bases da Doutrina dos Espíritos, provocando rachaduras no edifício doutrinário. Há desmesurada distância entre aqueles simples bancos e cadeiras de madeira do Grupo Espírita da Prece de Uberaba e os soberbos hotéis que servem de tablado para espetáculos de oradores que, absortos em suas insânias dinásticas, veiculam temas decorados apoiados nas suas memórias privilegiadas.


Na imprudência, disfarçada por envernizada prática assistencialista, pregam "Espiritismo" com rebuscadíssimos verbos e palavras, e ainda contam as moedas douradas arrecadadas, de mãos unidas com "Mamon". As extravagantes taxas cobradas nesses eventos evidenciam uma grave metástase doutrinária, com fulminantes consequências para o futuro do Espiritismo na Pátria do Evangelho.


Nem é necessário fazermos um esforço descomunal para identificar o abismo existente entre o "Espiritismo" e o "movimento espírita". É lamentável que o movimento doutrinário atual esteja navegando nas mesmas águas que transferiram o cristianismo primitivo das casas de simples pescadores, lavadeiras, operários, para a suntuosidade dos hotéis, centros de convenções e outros grandes edifícios religiosos.


Os defensores da não gratuidade dos eventos espíritas escudam-se na alegação de que há confrades que frequentam o centro espírita anos a fio e nem perguntam como contribuir com a conta de luz ou com os gastos com o papel higiênico e ficam esperando receber sem nada retribuir. Proclamam o argumento de que a comunidade espírita é o segundo maior PIB entre os religiosos (de acordo com o IBGE), perdendo apenas para os judeus, e os espíritas não gostam de colocar a mão no próprio bolso para a obra espírita. Será esse o real motivo para a cobrança dos eventos doutrinários?


Infelizmente, o Espiritismo das origens, tal como Chico pregava, parece não mais fazer sentido, mormente para os mais afamados representantes do movimento. Assistimos ao sepultamento da simplicidade da Terceira Revelação no jazigo dourado da espetacularização da oratória, dos aplausos provindos da massa entusiasta e inconsciente, das ovações delirantes, dos elogios soberbos e extravagantes. Por essas e outras razões disse o Mestre: “ouça quem tem ouvidos de ouvir e veja quem tem olhos de ver”.(2)


Chico Xavier advertia há 30 anos "é preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita (...) o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e delas nos aproximemos (...). Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (...).”(3)


Quando escrevemos o artigo “INDUSTRIALIZAÇÃO DE EVENTOS ESPÍRITAS "GRANDIOSOS", o ex-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, e escritor espírita, José Passini, afirmou: “Seu artigo, Jorge Hessen, deveria ser eternizado em placa de bronze e distribuído às instituições espíritas. Você acertou em cheio no monstro que desgraçadamente cresce em nosso meio.”(4) Talvez a espiritualidade, consciente dos despropósitos dos eventos pagos esteja de alguma forma nos alertando para um tempo de profundas mudanças. Que seja assim!




Jorge Hessen

http://jorgehessen.n




Maconha, tráfico, legalização, regulamentação e redução de danos

AH NEE MAH - Voices Of The Wind ♫ Spirit Of The Canyon

4 de junho de 2011

ESTUDOS SOBRE NOSSO LAR COM ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS






ESTUDOS DE ANDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS




ESTUDO DO NOSSO LAR POR ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS


ESTUDO DO NOSSO LAR POR ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS

O Espírito da Letra: Analisando o livro

André Luiz Ruiz comenta nessa edição que o espírito de André Luiz por não saber sua real situação logo que desencarnou fica no anonimato para evitar constrangimentos de possíveis parentes.


NOSSO LAR

O Espírito da Letra: Apresentando André Luiz

Na introdução do livro Nosso Lar, Emmanuel apresenta o espírito de André Luiz.





O Espírito da Letra: Dúvidas sobre a morte

O que acontece com o espírito quando se desencarna? Qual o destino de cada um? Saiba mais nessa edição.



O Espírito da Letra: A consciência de André Luiz

A consciência da morte do corpo físico, as lembranças de seus momentos na terra, a acusação de suicida e os sofrimentos nas regiões inferiores levam André Luiz a se voltar para a religiosidade e um retorno a si mesmo.




O Espírito da Letra: A vida no plano espiritual

Saiba como André Luiz foi levado para a a cidade espiritual que deu origem ao livro "Nosso Lar".




O Espírito da Letra: Dúvidas sobre a morte

O que acontece com o espírito quando se desencarna? Qual o destino de cada um? Saiba mais nessa edição.





ESTUDOS SOBRE NOSSO LAR COM ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS



CONTINUAÇÃO DO ESTUDO - NOSSO LAR COM ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS



CONTINUAÇÃO DO ESTUDO  - NOSSO LAR COM ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS




O Espírito da Letra: A consciência de André Luiz

A consciência da morte do corpo físico, as lembranças de seus momentos na terra, a acusação de suicida e os sofrimentos nas regiões inferiores levam André Luiz a se voltar para a religiosidade e um retorno a si mesmo.




O Espírito da Letra: A vida no plano espiritual

Saiba como André Luiz foi levado para a a cidade espiritual que deu origem ao livro "Nosso Lar".

CONTINUAÇÃO - ESTUDOS DE ENDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS



CONTINUAÇÃO - ESTUDOS DE ENDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS







O Espírito da Letra: A oração coletiva

Confira nessa edição a emoção de André Luiz ao participar pela primeira vez da oração coletiva, prece realizada por todos os moradores da colônia Nosso Lar.




O Espírito da Letra: Dúvidas sobre a vida no plano espiritual

Em visita a André Luiz, o enfermeiro Lísias cuida de seus ferimentos e esclarece dúvidas sobre a vida no plano espiritual.




O Espírito da Letra: Precioso aviso

Saiba qual a visão do mundo espiritual em relação as pessoas que se fazem de vítimas para serem queridas e que adoram falar de si mesmas.


O Espírito da Letra: Explicações de Lísias

CONTINUAÇÃO DO ESTUDO NOSSO LAR COM ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS



CONTINUAÇÃO DO ESTUDO DO NOSSO LAR COM ANDRÉ LUIZ RUIZ








André Luiz conta a rotina do Nosso lar, hospital onde ficou internado e as coisas que estão acontecendo ao seu redor.



O Espírito da Letra: Organização de Serviços

Na companhia do infermeiro Lísias, André Luiz sai pela primeira vez do hospital para conhcer a organização da cidade, e fica impressionado com o que vê.



O Espírito da Letra: Problema de Alimentação

Curioso para saber como funciona a organização da cidade, Lísias explica para André Luiz como tudo funciona e ele fica cada fez mais fascinado com aquilo tudo.

CONTINUAÇÃO DO ESTUDOS DE ANDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS

CONTINUAÇÃO DO ESTUDO NOSSO LAR COM ANDRÉLUIZ RUIZ - VÍDEOS



O Espírito da Letra: A Água

Sabia porque a água é tão importante no plano espiritual e na terra.




O Espírito da Letra: Notícias do Plano

Abastecido de energia, André Luiz volta ao hospital e começa a se sentir avontade. Agora sim se senti parte daquele lugar.




O Espírito da Letra: O Umbral

Qual a relação entre umbral, mente, pensamento e sentimento? Entenda tudo junto com André Luiz e Lísias no capítulo doze do livro “Nosso Lar”.

CONTINUAÇÃO DOS ESTUDOS DE ANDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS

CONTINUAÇÃO DOS ESTUDOS DE ANDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS


O Espírito da Letra: Analisando o livro

Desesperado com os gritos dos enfermos de Nosso Lar, André Luiz vai até o ministro pedir autorização para ajudar, pois foi médico em sua vida na terra. Porém, não fica muito animado quando conhece o ministro Clarêncio.



O Espírito da Letra: Elucidações de Clarêncio

Ao chegar sua vez de falar com o ministro, André Luiz fica inseguro, pois percebe que o ministro é firme e seguro. Por isso, resolve mudar de tática. Deixa sua vaidade de médico de lado e faz um pedido mais simples.





O Espírito da Letra: A Visita Materna

Retido em seus pensamentos após conversar com o ministro, André Luiz começa a perceber que a vida em Nosso Lar é totalmente diferente daquela vivida na terra. Pensa em suas burradas, tolices e se entristece ao perceber a saudade que tem de seus entes queridos, dos quais não tem noticias desde que chegou.




O Espírito da Letra: Em Casa de Lísias

André Luiz recebe alta do hospital e é chamado pelo ministro Clarêncio. Agora André Luiz é autorizado a fazer observações nos setores de serviços de Nosso Lar, com exceção dos dois ministérios superior: o da elevação e da união divina.




O Espírito da Letra: Ministérios x Alimentação

André Luiz, na casa de Dona Laura, conheçe o alimento que os mantem ativos, uma vez que no Ministério do auxilio as atividades lhes consome grande parte de suas energias.




Espírito da Letra: Análise Nosso Lar Cap 31

Vampiro: André Luiz encontra um espírito que estava sofrendo pelo que fez ainda encarnado.



Espírito da Letra: A jovem desencarnada

Aproveitando que está a sós com Dona Laura, André Luiz fica curioso e faz algumas perguntas




Espírito da Letra: Noções de Lar Cap 20

Curioso com os afazeres domésticos de Dona Laura, André Luiz faz algumas perguntas e ela lhe mostra algumas noções de lar

CONTINUAÇÃO DOS ESTUDOS DE ANDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS

CONTINUAÇÃO DOS ESTUDOS DE ANDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS


O Espírito da Letra: Continuando a palestra Cap 22

Ainda curioso com o novo mundo em que está vivendo, André Luiz continua conversando com Dona Laura, mas agora ele quer saber como são feitas as divisões das colônias, como pode ser dono de algo, como conseguir, como é feito o controle. Veja as respostas neste capítulo junto com André Luiz.



O Espírito da Letra:Bônus Horas Cap 22

Laura vai reencarnar e seus bônus horas irão para a direção.



Espírito da Letra: Continuando o estudo

André continua seus estudos para entender mais sobre o plano espiritual.



O Espírito da Letra: Generoso Alvitre

Na companhia de Rafael, André Luiz vai começar sua nova jornada no Ministério da Regeneração, o mais ligado a terra. Mas, antes de ir, Dona Laura lhe dá grandes conselhos de como se comportar na nova vida e principalmente como são as coisas no Ministério onde irá trabalhar





O Espírito da Letra: O trabalho, enfim.

Enfim André Luiz chega ao Ministério da Regeneração e se supreende com o odor do local, o sofrimento e a desolação dos espíritos que ali estão. Tobias não se abala com a supresa de André Luiz e lhe mostra todo o Ministério.

O Espírito da Letra : Em serviço e horas extras Cap 28:

André Luiz se surpreende com o serviço atribuido a ele, mas acaba se dedicando muito ao trabalho.
O Espírito da Letra: O trabalho, enfim.










O Espírito da Letra:A visão de Francisco Cap 29

André Luiz se depara com Francisco, que se via perseguido por um monstro que na verdade era a visão de seu corpo.


CONTINUAÇÃO - ESTUDOS DE ENDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS

CONTINUAÇÃO - ESTUDOS DE ENDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR - VÍDEOS

O Espírito da Letra: Herança e eutanásia cap 30

André luiz conhece o caso de um homem que por deixar uma enorme herança para os filhos causa discórdia entre eles o que leva um deles a fazer eutánasia no próprio pai.




O Espírito da Letra: O Impressionante apelo

Lísias explica à André sobre como estava a gravidade da situação na Terra Lisias explica a Andr~e sobre como estava a gra vidade da situaçaao na costra Terrestre. stra terrestre vidade da situaçaao na costra Terrestre.



Notícias de Veneranda.

André Luiz fica encantado com o parque e o campo de cultura da Colônia, e Narcisa explica a ele qual a importância daquelas vegetações, arvoredos e plantações.




Espírito da Letra: Curiosas Observações.

André Luiz recebe autorização de Narcisa para ir aos grandes portões das Câmaras. Veja o que ele descobre.




O Espírito da Letra: Os Recém Chegados do Umbral.

André Luiz auxilia na chegada dos espíritos que vinham do umbral, e esquecendo das recomendões de Dona Laura se deixa levar pela curiosidade faz indagações a uma senhora. Acompanhe.




O Espírito da Letra: O Encontro Singular.

André Luiz encontra entre os Samaritanos que auxiliava na chegada dos espíritos vindos do umbral um conhecido do passado que o deixa constrangido e emocionado. Confira.




O Espírito da Letra: Bonus Horas

Após realizar seu trabalho André Luiz foi descansar, e em repouso seu perispírito sai em desdobramento encontrando alguem muito especial.



Espírito da Letra: Preleção da Ministra.

André Luiz ficou muito interessado na conferência da Ministra Veneranda e como estava trabalhando precisava de permição para ouvir as aulas.


CONTUNUAÇÃO ESTUDO DO NOSSO LAR - ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS

CONTINUAÇÃO

Espírito da Letra: O Caso Tobias

Ao chegar na casa de Tobias André Luiz se depara com duas mulheres, e ele fica surpreso em como vivia aquela família. Acompanhe.




Espírito da Letra: Recorrendo a Dona Laura.

A casa de Lísias, alicerçada em princípios novos de ligações fraternas impressionou André Luiz que foi conversar com Dona Laura, para entender melhor a situação e procurar pensar de forma diferente.




Espírito da Letra: Quem Semeia Colherá.

André Luiz já estava trabalhando a algum tempo na cidade Nosso Lar e sentiu necessidade de aprender o que estivesse ligado aos pavilhões femininos, e ele tem uma grande surpresa. Acompanhe.



ESTUDO DO NOSSO LAR POR ANDRÉ LUIZ RUIZ - VÍDEOS

CONTINUAÇÃO

ESTUDOS DE ANDRÉ LUIZ RUIZ - NOSSO LAR EM VÍDEOS


A Guerra européia em setembro de 1939, tão destruidora na Terra foi igualmente perturbadora no plano espiritual atingindo a Colônia Nosso Lar. Confira.



O Espírito da Letra: A Palavra do Governador.

Após os terrores da Guerra, o Governador convoca os moradores da Colônia para se prepararem para novas escolas de assistência convocando 30 mil trabalhadores para o auxílio ao Ministério da Regeneração.



O Espírito da Letra: Em Conversação.

André Luiz procura Tobias para saber como faria para trabalhar junto aos 30 mil voluntários no serviço de vigilância. Veja como Tobias o orientou.




O Espírito da Letra: As Trevas mais um aprendizado de André Luiz.
O Espírito da Letra: As Trevas.

André Luiz já conhecia a Terra, e o Umbral, mas e as Trevas o que seria esse lugar? Acompanhe as explicações de Lísias sobre esse palno à Andrë Luiz.
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O Espírito da Letra: No Campo da Música

No mundo espiritual a música é muito importante, e a beleza faz parte do crescimento do espírito. Veja mais um aprendizado de André Luiz.

TRAGÉDIA COLETIVA NO RIO DE JANEIRO ANTE A LEI DE CAUSA E EFEITO



TRAGÉDIA COLETIVA NO RIO DE JANEIRO ANTE A LEI DE CAUSA E EFEITO


Com o desequilíbrio ambiental (aquecimento global) em pleno verão, chuvas violentas são consequentes, e a tragédia das enchentes, dos desabamentos, dos desabrigados, se repetem, variando apenas o número de mortos e desaparecidos em decorrência desse fenômeno. Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, têm ocupado vasto espaço no noticiário, comovendo-nos mediante tantas vidas destruídas. Nesses episódios, as imagens midiáticas, virtuais ou impressas, mostram-nos, com colorido forte, as tintas do drama de inúmeros estragos, enquanto a população recolhe o que sobrou e chora seus mortos.
Muitos ficam em estado de extrema revolta contra tudo e todos, mas não nos esqueçamos que nos Estatutos de Deus não há espaço para injustiças, razão pela qual os flagelos destruidores ocorrem com o fim de fazer o homem avançar mais depressa. A destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, em cada nova existência, um novo grau de aperfeiçoamento. A Lei de causa e efeito ainda é coisa obscura para a humanidade, principalmente para aquelas pessoas que vivenciam a tragédia. Aquele que vê sua família dizimada dificilmente raciocinará; ele simplesmente não compreenderá os motivos para isso, porque não consegue ver que causas poderiam levar a tamanha perda e na forma como ocorre. É um momento de desespero, em que a visão se turva e não se é capaz de pensar em outra coisa que não seja a “injustiça”, embora que no plano espiritual o processo esteja ocorrendo de outra forma, com a harmonia da Lei Maior.
Nesses tristes fatos é comum emergir a indagação clássica: qual a finalidade desses acidentes, que causam a morte conjunta de várias pessoas? Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações? Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas indefesas? Os Espíritos elucidam a questão afirmando que "as expiações e/ou as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do homem, desde que sejam aceitas por amor a Deus".(1) Encarando, porém, a vida sem a compreensão das leis da consciência e do processo da reencarnação, não poderemos explicar a Justiça de Deus – principalmente nos casos brutais de mortes coletivas.
Nos casos tão dramáticos ocorridos nas serras “cariocas”, encontraremos uma justificativa plausível para os respectivos acontecimentos, se analisarmos atentamente as explicações que só a Doutrina Espírita nos fornece, para confirmar que, até mesmo nessas tragédias, a Lei de Justiça se faz presente, pois, como nos afirma Allan Kardec, não há efeito sem que haja uma causa que o justifique.
Todos os que pereceram nessas circunstâncias carregavam na alma motivos para se ajustarem com a Lei Divina, a fim de amortizar seus débitos com a indefectível e transcendente Justiça, encontrando aí a oportunidade sublime do resgate libertador. “Salvo exceção, pode-se admitir, como regra geral, que todos aqueles que têm um compromisso em comum, reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita.”.(2)
Naturalmente a Lei é para todos nós. Emmanuel lembra que “quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente. E antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até porque dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de causa e efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida. Conforme ensinou Pedro, “o Amor cobre uma multidão de pecados”(3), portanto, podemos resgatar, através da prática do Bem, o equívoco praticado em outras instâncias.
De fato! Engendramos a culpa e nós mesmos movemos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E Deus se vale dos nossos esforços e compromissos de resgate e reajuste a fim de direcionar-nos a estudos e progressos invariavelmente mais amplos no que tange à nossa segurança psíquica. É por essa razão que, de todas as tragédias humanas, nos retiramos com mais experiência e mais luz na mente e no coração, para defender-nos e valorizar a vida.
A situação no Rio é comovedora, como sinistro foi o terremoto no Haiti, o tsunami na Ásia. Ainda aqui, Emmanuel esclarece: “lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos. Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.”(4) Inobstante, para o encarnado comum esse argumento emmanuelino não fazer muito sentido.
Diante de tantos e lúcidos esclarecimentos dos Benfeitores, não mais podemos ter quaisquer dúvidas de que a Justiça Divina exerce sua ação, exatamente com todos aqueles que, em algum momento, contrariaram a harmonia da Lei de Amor e Caridade, e por isso mesmo, cedo ou tarde, defrontar-nos-emos inexoravelmente com a Lei de Causa e Efeito, ou, se preferirmos, com a máxima proferida pela sabedoria popular: “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.


Jorge Hessen
http://jorgehessen.net






ATIRE A PRIMEIRA PEDRA




ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

Uma jovem desencarnou após ter recebido 80 chibatadas em Bangladesh, como punição por ter tido um relacionamento extraconjugal com um primo (casado). A sentença foi decretada por um tribunal religioso de Shariatpur, no sudoeste do país, a 56 quilômetros da capital, Daca. A adolescente desmaiou enquanto recebia as chibatadas e chegou a ser levada para um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo seis dias após ter sido internada.


O clérigo muçulmano Mofiz Uddin foi o responsável pela fatwah (sentença) contra Hena, que foi presa juntamente com outras três pessoas. Os religiosos disseram à polícia que Hena teria sido pega em flagrante. Porém, Dorbesh Khan, o pai da adolescente dissse: “Que tipo de justiça é essa? Minha filha foi espancada em nome do fanatismo religioso. Se tivesse sido julgada por um tribunal do Estado, minha filha jamais teria morrido”. Em verdade, punições realizadas em nome da sharia (legislação sagrada islâmica) e decretos religiosos foram proibidos em Bangladesh, por isso, um grupo de moradores de Shariatpur foi às ruas em protesto contra a fatwa e contra os autores da sentença.


Para comentar o fato sob o viés kardeciano, é importante destacar que em qualquer análise que façamos sobre o comportamento sexual dessa ou daquela pessoa, somos obrigados a lembrar sempre de Deus, “que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censuramos, ou reprova o que relevamos, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembremo-nos de que nós, que clamamos em altas vozes anátemas, teremos quiçá cometido falta mais grave” (1) do que a pessoa que censuramos.


No caso Hena, alguns dizem que ela sofreu violência sexual, contudo há os que afirmam que houve o adultério cometido pelo primo. De qualquer modo, o episódio remete-nos aos Códigos de Jesus, que proclamou a sentença: “atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”(2). Essa advertência faz da comiseração uma obrigação para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. “Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.”(3) É importante observar que Jesus, avaliando equívocos e quedas, nas aldeias do espírito, haja selecionado aquela da mulher, em falhas do sexo, para emitir a sua memorável sentença: "aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra".


O sábio Espírito Emmanuel explica que “no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no conjunto das existências consecutivas, aos chamados "erros do amor".”(4) Penetremos cada um de nós nos recessos da própria alma, e, se conseguimos apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática ante os dias que correm, indaguemo-nos, com sinceridade, quanto às próprias tendências. “Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade.”(5)

Por essas razões, personalizando na mulher sofredora a família humana, Jesus pronunciou a inesquecível sentença “atire-lhe a primeira pedra”, convocando os homens, supostamente puros em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a mulher infeliz a primeira pedra.

Em verdade, quando respeitarmos nosso semelhante em seu foro íntimo, os conceitos de adultério se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser, ou seja, ninguém trairá ninguém em matéria afetiva.

Abstenhamo-nos, sob qualquer hipótese, de censurar e condenar seja lá quem for em matéria de comportamento sexual. Recordemos que estamos emergindo de um passado longínquo, em que estivemos mergulhados nos labirintos dos desequilíbrios na área afetiva, a fim de que as bênçãos do aprendizado se nos fixem na consciência a Lei do amor. Achamo-nos muito longe da pureza do coração , por isso mesmo, se alguém nos parece cair, sob enganos do sentimento, não critiquemos , ao invés disso silenciemos e oremos a seu benefício.

Para com qualquer pessoa que se nos afigura desmoronar em delito sentimental, sejamos caridosos!.Nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual a dimensão da experiência afetiva que nos espera no futuro. Silenciemos ante as supostas culpas do próximo, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros.



Jamais esqueçamos que todos somos componentes de uma só família (encarnada e desencarnada), operando em dois mundos, simultaneamente. Somos incapazes de examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. “A vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!... Abençoai e amai sempre. Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”(6)

Jorge Hessen

http://jorgehessen.net

CASTRAÇÃO QUÍMICA - UM DEBATE ESPÍRITA SOBRE O CRIME SEXUAL



CASTRAÇÃO QUÍMICA - UM DEBATE ESPÍRITA SOBRE O CRIME SEXUAL

Violência sexual, embora seja tema potencialmente complexo, polêmico e nefasto, não há como ignorá-lo no contexto de nossa situação na terra. Desde 2007, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei para acrescentar ao Código Penal Brasileiro a pena de “castração química” a réus condenados que cometeram crimes de estupro e corrupção de menores. Alguns especialistas da área da psiquiatria esposam a tese de que os impulsos sexuais anormais (estupro e pedofilia) são devidos a problemas na formação de caráter do ofensor, traumas de infância, formas de criação. Outros defendem a tese das causas de doenças mentais ou psicopatias, chamadas de parafilias. Seja qual for a causa, de tempos em tempos a mídia proporciona grande espaço aos defensores da punição, seja através da remoção dos órgãos sexuais do indivíduo, da emasculação ou da castração química.
Discute-se a busca de uma fórmula penal para aqueles que cometem crimes contra a liberdade sexual, especialmente os praticados contra crianças e os que envolvem motivações de ordem sexual contra elas. No Brasil, o pilar do direito penal tem matrizes no direito canônico, destarte o crime se confunde com a noção de “pecado”.
Para alguns juristas, o nosso sistema repressivo é inspirado no modelo imposto pela Santa Inquisição, no qual castigos corporais e tortura eram de utilização diária.(1) Verdade ou não, é o que afirmam esses juristas. Considerando que violência e abuso sexual, principalmente contra crianças e adolescentes, atingem proporções alarmantes em nosso país, seria a castração química uma possível solução para o problema?
A castração para os sex ofenders(2), especialmente para os child molestors (molestadores de crianças), é tema controverso que tem estado em voga na mídia mundial com muita frequência e larga repercussão. O debate existe por causa do estupro e, principalmente, da pedofilia (que ganhou proporções gigantescas após o ano 2000, com o escândalo causado pela notícia do envolvimento de clérigos pertencentes à igreja de Roma e, mais recentemente, diversos casos na Itália, também envolvendo membros da Igreja). Como se não bastasse, acrescente-se a isso o fato de que a Internet(3) transformou-se no veículo para a difusão de filmes e fotos contendo material que registra condutas que são tidas como atentatórias às crianças.


Além do discurso sobre a tão propalada perda do controle sobre a violência urbana, observamos que está tomando corpo o grito daqueles que defendem a repressão de determinados crimes de forma considerada brutal no clamor de que "algo precisa ser feito" e que "os fins justificam os meios”.(4)

Existem profissionais ligados à área da neuroquímica que defendem a tese de que o problema [crime sexual] é químico devido à quantidade de hormônios masculinos acima do normal no organismo desses ofensores, em especial a testosterona. Há juristas que apregoam o tratamento como uma alternativa voluntária para o condenado.(5) A castração química é um tratamento reversível e utilizado nos Estados Unidos (Texas, Califórnia, Montana), Itália, Portugal, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Grã-Bretanha e Polônia.


O Ambulatório de Transtornos de Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, aplica há anos a contestada injeção de hormônios femininos que diminui o desejo sexual de pedófilos e só é usada quando o paciente solicita e assina um termo de consentimento.(6) O serviço surgiu em 2003 e atende pacientes com diagnóstico de pedofilia – considerada um distúrbio psiquiátrico. O procedimento envolve a administração de hormônios supressores da testosterona, cujo objetivo é frear o desejo sexual.


A primeira proposta da castração química surgiu nos EUA e seria realizada com a injeção de uma substância que destruiria as válvulas que controlam a entrada e saída do sangue nos corpos cavernosos do órgão sexual masculino, bloqueando sua função erétil. Atualmente, a castração química “melhor aceita” é a realizada com a aplicação do medicamento Depo-Provera (acetato de medroxyprogesterona), que inibe a produção de testosterona.


Pesquisadores e outros defensores da castração exibem estatísticas que apontam: redução da reincidência do crime de 75% para 2% dentre aqueles que foram submetidos ao “tratamento”. No Brasil só é permitida a castração química, feita por meio do medicamento acetato de ciproterona, também usado para tratamento de câncer de próstata. A discussão gira em torno de se definir se a castração química é uma pena cruel ou se é somente um tratamento médico, sem maiores gravidades físicas para os pedófilos, que com a medida perderão apenas a libido, com grande possibilidade de não mais voltarem a delinquir, pois sem a vontade sexual não há o porque da realização do doentio ato.


É evidente que a castração química não resolve o problema do crime nem do criminoso, pois existem outros meios para o delinquente praticar o ato, ele usa de outras forças porque o desequilíbrio para o mal está na mente e não nos órgãos sexuais. A aplicação da pena [castração] pune o criminoso, mas não melhora o homem espiritual e pode até conduzi-lo ao estado de revolta e do desejo da vindita. Molestadores têm seu psicológico comprometido além de traços de perversidade; o desejo erótico sai da fantasia e parte para a violência na prática. O criminoso sexual precisa de tratamento para sua mente destrambelhada através de reeducação sócio-educativa no sistema prisional a fim de que possa ser conduzido de volta ao equilíbrio e à normalidade com o passar do tempo, após o cumprimento da pena pelo crime cometido.


Sendo um desnorteado da alma, e ao mesmo tempo um criminoso, não pode ficar impune. Contudo, precisa de tratamento psíquico e espiritual. Não defendemos a castração química, porque segundo cremos, não passa de um paliativo, embora seja para alguns pior que a pena de morte. Por essas razões, somos favoráveis a um tratamento psiquiátrico associado a um tratamento espiritual.


Sim! Cabe refletir, à luz da Doutrina Espírita, sobre os crimes e sobre a lei. O mandamento maior da lei divina inclui a caridade para com os criminosos, por mais difícil que possa parecer ter este sentimento diante da barbárie. Perante a Lei de Deus somos todos irmãos, por mais que repugne a alguns tal ideia. O criminoso é alguém que ainda não se conscientizou dessa Lei, que não reconhece a paternidade divina e portanto não vê no outro um irmão. Nós, que já temos esses valores, sabemos que ele é, também, um filho de Deus, por enquanto transviado do bem, que precisa do nosso apoio, do nosso amor.


Mas como amar um criminoso, um inimigo da sociedade? Tendo por ele o sentimento descrito por Kardec quando fala do amor aos inimigos: Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contato de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contato de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede, preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.(7)
Jorge Hessen

TÉCNICAS PARA NOTÍCIAS DE DESENCARNADOS







LEMBREMOS QUE "O TELEFONE TOCA DE LÁ PARA CÁ”.
Para o sábio de Lyon, “frequentemente, as evocações oferecem mais dificuldades aos médiuns do que os ditados espontâneos, sobretudo quando se objetiva obter dos Espíritos respostas precisas a questões circunstanciadas.”(5) Os médiuns – lembra ainda Kardec – “são geralmente mais procurados para evocações de caráter particular do que para comunicações de interesse geral. ELES NÃO DEVERIAM, PORÉM, ACEDER A TAIS PEDIDOS, senão com muita reserva, quando feitos por pessoas de cuja sinceridade estejam seguros. Além disso, é preciso evitar sua participação nas evocações movidas por simples curiosidade ou interesse, sem intenção séria por parte do evocador, afastando-se de tudo o que possa transformá-los em agentes de consultas, em ledores da buena dicha.”(6) (grifamos)
Jorge Hessen

3 de junho de 2011

Controle da Mente, Domínio da Alma :: Sexto Sentido

Controle da Mente, Domínio da Alma :: Sexto Sentido

Controle da Mente, Domínio da Alma



Controle da Mente, Domínio da Alma
Helcio de Carvalho

O Método Silva de Controle Mental começou a ser desenvolvido há quase 60 anos, e é mundialmente reconhecido pela sua eficácia no desenvolvimento mental e espiritual do ser humano.

Uma pessoa está sentada em uma cadeira confortável, com os olhos fechados. Ela respira profundamente três vezes. Quem a observa não pode saber que, durante a primeira exalação, ela imagina o número 3, três vezes; na segunda, o número 2, três vezes; na terceira, o número 1, três vezes, visualizando uma cena profundamente curativa.
Se fosse possível enxergar a mente dessa pessoa sentada na cadeira, poderíamos ver que ela se imagina esfregando um bálsamo no braço direito, no local onde está sentindo dores, e visualizando o membro em estado perfeito. Segundos depois, o trabalho mental está terminado e os olhos se abrem. Em poucas horas, a pessoa estará pronta para realizar movimentos bruscos e carregar peso com o braço sem sentir qualquer incômodo.
Esse é um dos inúmeros exemplos do que as técnicas desenvolvidas por José Silva — um americano, filho de imigrantes mexicanos, que começou a desenvolver um método para utilizar a mente humana de forma dinâmica e inovadora. Seus estudos deram origem a uma nova ciência, batizada de psicorientologia, que acabou difundida mundialmente com o nome de Silva Mind Control, ou Método Silva de Controle Mental.
Segundo José Silva, a descoberta de que a inteligência humana pode funcionar de modo consciente nas freqüências cerebrais alfa e teta entraria para a história como uma das maiores descobertas do homem no campo da mente. E foi o que aconteceu. Estudos científicos sobre o assunto têm demonstrado cada vez mais que as ondas cerebrais alfa se relacionam à tranqüilidade, repouso, inspiração, criatividade, cura acelerada, concentração, aprendizagem, memória e percepção extra-sensorial. Já as ondas teta exprimem níveis mais profundos de meditação e concentração, além de uma capacidade maior de aprendizagem e memória.
O objetivo do Método Silva é ensinar as pessoas a conseguirem, em poucas horas de exercício mental, funcionar conscientemente nessas freqüências cerebrais mais baixas, podendo obter um tipo de sensação e informação que independem dos cinco sentidos físicos. Em seus cursos e palestras, José Silva sempre afirmou que o mundo chama isso de percepção extra-sensorial — fenômeno que ele rebatizou de comunicação subjetiva — e que seu desenvolvimento deverá dar início à segunda fase da evolução humana.

Aprendendo com as Crianças
As pesquisas referentes ao Silva Mind Control tiveram início em 1944, na cidade de Laredo, Texas. O objetivo inicial de José Silva era estudar como o treinamento mental poderia afetar o quociente de Inteligência das crianças. Ele não aceitava a idéia de que o grau de Q.I. nunca podia variar mais de cinco pontos para cima ou para baixo, pois a inteligência era medida de acordo com a capacidade do indivíduo em solucionar problemas, ignorando que bloqueios emocionais, nervosismo ou a ansiedade de atingir determinados padrões podiam dificultar a resolução dos testes.
Silva decidiu trabalhar com crianças que tinham dificuldade de aprendizagem, e por uma razão simples: os sentimentos, desejos e problemas afloram facilmente na criança, uma vez que ela ainda não aprendeu os padrões sociais que limitam o adulto. Assim, numa atmosfera de confiança, o pesquisador foi ajudando seus alunos a vencer barreiras como medos e conceitos negativos. Por meio de um relaxamento, suas tensões eram aliviadas e o sistema nervoso ficava livre para agir. Como resultado, eles passaram a ampliar consideravelmente a capacidade de aprendizagem.
Silva tinha quatro principais objetivos em seu programa de treinamento: eliminar as distrações durante o estudo; reforçar bons hábitos de estudo; ensinar a imprimir informações de forma mais efetiva no cérebro; e ensinar as chaves da autoprogramação. No entanto, depois de certo tempo, um padrão diferente começou a surgir entre seus pupilos: as crianças respondiam perguntas que ainda não tinham sido formuladas. Isso passou a acontecer com tanta freqüência que não podia mais ser uma simples casualidade. Elas estavam tendo acesso a um meio de conhecimento que ultrapassava a percepção comum. Estavam se tornando sensitivas.
Essa surpreendente virada nos acontecimentos redirecionou o objetivo das pesquisas, e Silva começou a desenvolver meios para aumentar esse novo tipo de percepção, não apenas nas crianças, mas em adultos também. As experiências deram origem a um tipo de treinamento denominado Silva Mind Control, e hoje está cientificamente comprovado que um grupo de pessoas, com 30 a 40 horas de curso, pode aprender a funcionar em freqüências cerebrais mais baixas, mais estáveis, mais saudáveis e energéticas. Não apenas isso, essas pessoas podem se tornar capazes de perceber informações impressas no cérebro de outras pessoas, a distância.

O Método
O Método Silva estabelece uma distinção entre cérebro e mente, e baseia-se na compreensão de que idéia não é sinônimo de estado cerebral. O cérebro recebe mensagens da mente como um computador recebe determinada programação, e assim como um computador segue as diretrizes que lhe são fornecidas. O que o Método Silva faz é ensinar o praticante a programar seu “computador” utilizando a imaginação. Desta maneira, as idéias construtivas que são concebidas e aprovadas pela mente acabam facilmente imprimidas na massa encefálica.
Em linhas gerais, pode-se dizer que o Método Silva consiste na inteligência humana controlando propositadamente as freqüências cerebrais e a percepção mental — ou seja, a atividade do complexo mente-cérebro passa a atuar sob o comando da pessoa, trabalhando para produzir certos níveis de percepção. Com isso, o praticante aprende a fazer uso de cada nível mental para um fim específico, principalmente as freqüências abaixo de beta.
O resultado, segundo alunos e pesquisadores, é fenomenal.
Entendendo a plenitude da existência humana como uma perfeita integração entre corpo, mente e espírito, José Silva explicava que as realizações externas são de grande importância para uma existência bem sucedida. No entanto, enquanto determinadas conquistas favorecem o desenvolvimento do eu exterior, elas se mostram insuficientes para o Eu interno. Certas condições e sentimentos podem abalar a paz e o equilíbrio, mesmo em uma vida plena de realizações externas. As técnicas do Método Silva visam eliminar justamente esses problemas de forma prática e efetiva.
José Silva faleceu em fevereiro de 1999, aos 84 anos, deixando um legado que continua beneficiando milhões de pessoas em 72 continentes. Seu exemplo de vida e a mensagem prática que ele deixou até hoje servem como indicadores de rota para alunos e instrutores: você não precisa viver uma vida infeliz; você não precisa ter saúda frágil; a saúde e o sucesso representam seu estado natural; é seu direito ter uma vida plena e saudável até o último dia de sua existência.

[Box]
Programação Inicial
Para ter uma idéia de como funciona a programação ensinada pelo Método Silva, faça o seguinte exercício:
1. Sente-se em uma cadeira confortável e feche os olhos.
2. Inale profundamente e, enquanto estiver exalando o ar, relaxe o corpo.
3. Conte lentamente de 100 até 1.
4. Enquanto faz isso, imagine um lugar lindo e tranqüilo que você conhece.
5. Terminada a contagem, diga mentalmente que você irá contar de 1 até 5 e, quando finalizar, estará se sentido desperto e muito melhor do que antes. Quando a contagem chegar ao número 3, repita a mesma frase. Chegando ao 5, abra os olhos e afirma de novo, “Estou desperto e me sentindo muito melhor do que antes”.

Para Saber Mais:
O Método Silva de Controle Mental - José Silva e Philip Miele (Ed. Nova Era. Fone: (21) 585-2000)
O Método Silva de Controle Mental Para Mudar Sua Vida - José Silva e Burt Goldman (Ed. Nova Era)

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